Análise de Dados — O comportamento do mercado de criptomoedas durante a pandemia de COVID-19

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Apresentação

Este artigo foi desenvolvido como trabalho de conclusão do curso de Business Analytics da Tera, de autoria de Caio França, David Steve, Jimmy Rocha, Raynne Pereira e Vinicius Braga.

O artigo apresenta uma análise de comportamento no mercado de criptoativos durante a pandemia, período de grande impacto em diversos setores econômicos e que trouxe mudanças relevantes no mercado financeiro. Partindo do objetivo de entender se houve alteração de comportamento, utilizamos as técnicas de coleta e a de raspagem de dados ou web scrapping para realizarmos a extração de informações sobre preço, capitalização, percentual de variação, volume negociado e moedas em circulação desde 2013 até Abril de 2022, além da coleta de dados do Google Trends para avaliar se houve o aumento de buscas no mercado de criptoativos com base em pesquisas via Web.

Cenário atual e Apresentação do problema

Uma pesquisa realizada pela Hashdex, gestora de criptoativos, utilizando dados da B3 e da CVM (Comissão de Valores imobiliários), indica um crescimento de 1.266% no número de investidores alocados em fundos e ETFs (Fundos de Investimentos ou Exchange Traded Fund) de criptoativos no Brasil no ano de 2021, mesmo ano do pico da pandemia no Brasil e também período em que o Bitcoin, principal criptoativos do mercado, bateu vários recordes de preço. Há muitas divergências em relação a influência da pandemia no aumento da capitalização das criptoativos que, apesar da sua natureza volátil, são consideradas por muitos investidores como as alternativas para a volatilidade do mercado de ações.

No Brasil, o Ibovespa apresentou uma maior retração em relação aos índices de outros mercados de ações, o que também pode ser justificado pela migração de capital investido no Brasil em mercados mais seguros durante uma crise, como exemplo as bolsas de valores dos estados unidos e dos países europeus.

A pandemia de COVID-19 foi um dos fatores de grande relevância para se realizar o estudo temporal da volatilidade dos mercados de renda variável, especialmente o mercado de criptoativos, devido aos impactos que o cenário de emergência de saúde pública global trouxe ao contexto econômico mundial. O status de pandemia ao redor do mundo ocorreu em 11 de março de 2020, quando a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia, causando a restrição da disponibilidade de grande parte do comércio global, da produção de commodities nos países, bem como oferta de serviços do mercado primário ao terciário.

Tendo em vista que os integrantes do grupo trabalham em uma corretora de investimentos, o tema de estudo e análise foi de grande interesse para todos, uma vez que pode ser aplicado para futuros projetos a fim de identificar oportunidades de mercado, avaliar o comportamento das criptoativos em meio uma crise pandêmica e da apetite do investidor nesse período, especialmente em um mercado onde a significativa volatilidade é um fator característico.

Definição de hipóteses

Com o tema definido, o próximo passo da equipe foi criar um diagrama com auxílio da ferramenta Mind Map para a organização das ideias, desenvolvimento das hipóteses de estudo, pontos de partidas e possíveis perguntas a serem respondidas, desenvolvido conforme apresentado na árvore de hipóteses:

Figura 1: Árvore de hipóteses

Nesse sentido, as hipóteses apresentadas foram:

  • Houve um aumento nas buscas por termos relacionados a criptoativos no período;
  • Houve um crescimento de capitalização do mercado de criptoativos no período;
  • Houve um crescimento na quantidade de criptoativos disponíveis no período.

Diante disso, com o foco da pesquisa mais bem definido, utilizamos o guia analítico como ferramenta de auxílio para o levantamento de hipóteses:

Figura 2: Guia analítico da árvore de hipóteses

Nessa etapa, já com o problema e as hipóteses mais bem definidas, é possível viabilizar a construção da análise e da solução de maneira a guiar o passo a passo que seguiríamos em todo processo de extração, limpeza e análise de dados, utilizando-se como base o ciclo analítico, aprendido ao longo das primeiras aulas do curso de Business Analytics da Tera.

Figura 3: Estrutura do ciclo analítico

Obtenção de Dados e informações

Conforme as hipóteses apresentadas, atuamos em seguida na definição do formato de trabalho e definição das fontes de dados. Para estudo sobre a hipótese relativa ao interesse no tema de criptoativos por investidores a nível global, optou-se por utilizar como fonte de dados o Google Trends, uma ferramenta gratuita cuja base de dados permite acompanhar a evolução do volume de buscas ao longo do tempo por meio de uma key word que traduz de forma amostral o interesse do público geral em temas específicos, como o mercado de criptoativos no cenário pandêmico global.

Há a possibilidade de retornar os dados por tipo de busca como pesquisa no YouTube, notícias, imagens, compras e Web Search que foi o tipo de busca que realizamos neste trabalho. As palavras-chave buscadas no período de 2017 a 2022, foram escolhidas após uma exploração das principais palavras-chave associadas as buscas por criptoativos no período, listadas a seguir:

  • “Cryptocurrency”, “what is Cryptocurrency”, “how to invest in Cryptocurrency”, “Bitcoin”, “Ethereum”, “Cardano”, “Dogecoin”, “BNB”.

Por outro lado, para estudo da capitalização de mercado e da quantidade de criptoativos disponíveis ao longo do período analisado, é necessário inicialmente ter em mente a característica de “descentralidade” desta classe de ativos, uma vez que não são regulamentados por um órgão oficial. Neste sentido, a disponibilidade e confiabilidade das informações referentes a estes ativos dependem de instituições privadas ou de iniciativas da própria sociedade. Após nossas análises, definimos como fonte oficial de consulta a entidade CoinMarketCap, esta que está em operação desde 2013 e fornece dados, por exemplo, para estudos do governo dos EUA e matérias da Bloomberg, CNBC, entre outros.

Tanto para o criador, como para os entusiastas, as criptoativos mais capitalizadas tem motivação política, fundada na desconfiança nos governos, bancos centrais e bancos comerciais. Por exemplo, no primeiro bloco “minerado” da criptoativo Bitcoin (apelidado de “genesis block”), Satoshi Nakamoto incluiu uma mensagem:

“The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks”.

Ela fazia referência a uma publicação do jornal inglês The Times que noticiava o esforço de um político para resgatar bancos em processo de falência (PREVIDI, 2014 apud ULRICH, 2014).

Em termos de metodologia, a CoinMarketCap possui um posicionamento de sempre fornecer dados em excesso (em vez de censurar e policiar informações) e permitir que os usuários tirem suas próprias conclusões. O detalhamento das informações pertinentes pode ser obtido nos canais abaixo:

Tratamento

Para realizarmos o tratamento dos dados, optamos por utilizar a estratégia de raspagem ou “web scrapping” na página do CoinMarketCap, por meio de funções e bibliotecas em python e com análise estruturada de códigos em HTML.

O primeiro passo foi utilizar o Python para realizar a raspagem dos dados com auxílio da biblioteca Requests que é uma biblioteca de protocolo HTTP (Hypertext Transfer Protocol) para a linguagem de programação utilizada e que permite o acesso as informações que usam esse método. Além disso, também utilizamos a biblioteca Pandas para uso, já que este é open-source e fornece ferramentas para análise e manipulação de dados, tais como dados tabulares, como uma planilha Excel ou uma tabela SQL, dados ordenados de modo temporal, matrizes, etc. Usamos também a biblioteca JSON para lidar com o fluxo de dados em um arquivo e formatação de dados.

Como passo de extraçao, optamos por utilizar o formato de arquivo XLSX para salvar os dados em uma planilha do Excel. Posteriormente, iniciou-se o processo de transformação dos dados para atender aos critérios de limpeza, padronização e qualidade. A primeira etapa do tratamento foi no Excel, onde foi feito a validação das colunas vazias seguida de suas exclusões. Logo após, os dados foram carregados no PowerBI para realizar o tratamento no Power Query, como alterar os dados do padrão americano para brasileiro, transformar valores da capitalização passando de texto para decimal e separação de colunas para divisão de valor e código da cripto.

Figura 4: Script utilizado na extração dos dados

Depois da finalização da transformação dos dados, iniciamos sua visualização. Para analisar o crescimento da quantidade de criptoativos disponíveis, plotamos gráficos de registros do número de ativos ao longo do tempo e, posteriormente, quebramos a análise na parte macro por ano, trimestre e mês, além da parte micro em que foram selecionados momentos relevantes da linha do tempo para analisar o comportamento da capitalização do mercado de criptos no período. Por fim, realizou-se o cálculo dos indicados para decidir quais os recortes para visualização.

Resultados por hipótese

  • Houve um crescimento nas buscas relacionadas a criptomoedas no período

Na primeira busca, na qual utilizamos a palavra-chave “Cryptocurrency”, o termo sofreu muitas oscilações de pesquisa durante os anos de pandemia, com destaque ao final do primeiro ano, 2020, e início do segundo, com tendência de crescimento no volume de busca principalmente após o início da imunização contra Covid-19 no mundo, seguido de uma queda no volume de busca no segundo semestre de 2021 e posterior aumento ao final do mesmo ano. Comparando os anos que antecedem a pandemia, o volume de buscas estava com uma baixa oscilação e popularidade entre final de 2018 e 2019, permanecendo assim até 2020.

Destacamos no gráfico de interesse de buscas ao longo do tempo, um histórico sobre os principais acontecimentos globais acerca da pandemia.

Observe que os números no gráfico não representam os números absolutos do volume de pesquisa, pois estes são normalizados e variam em uma escala de 0 a 100, o valor 100 indica o pico da popularidade de um determinando termo, enquanto um valor 0 indica que o termo teve menos de 1% da popularidade do pico.

Gráfico 1: Interesse ao longo do tempo do termo “Cryptocurrency”

Para os termos “What is Cryptocurrency” e “How to invest in Cryptocurrency”, é possível notar que também possuem uma tendência similar ao primeiro termo pesquisado.

Gráfico 2: Interesse ao longo do tempo do termo “What is Cryptocurrency”
Gráfico 3: Interesse ao longo do tempo do termo “How to invest in Cryptocurrency”

Comparando os resultados de busca das cinco criptoativos exploradas, também observamos um comportamento similar entre elas, com picos de buscas iniciando ao final de 2020 e oscilando durante 2021, mas ainda assim indicando maior popularidade de busca em relação ao período anterior, entre final de 2018 quase todo o ano de 2020.

Gráfico 4: Interesse ao longo do tempo do termo para as moedas mais populares
  • Houve um crescimento de capitalização do mercado de criptoativos no período

Um criptoativo pode ser entendido como qualquer ativo digital que utiliza tecnologias de criptografia para manter sua operação. Este tipo de ativo pode ser utilizado, conforme seu objetivo, como reserva de valor, meio de troca, aplicações descentralizadas, entre outros. Para este estudo analisamos todos as classes destes ativos, abaixo detalhamos os 4 tipos mais comuns, conforme definição utilizada na metodologia da CoinMarketCap:

Criptomoedas: são moedas totalmente independentes, que podem ser transacionados entre os participantes de suas redes e utilizam a tecnologia blockchain para funcionar. Um blockchain é um registro descentralizado de todas as transações que já foram feitas com uma determinada criptomoeda, que é mantida e atualizada por meio de um mecanismo de consenso, como prova de trabalho ou prova de participação. Exemplo: Bitcoin e Ethereum

Tokens de utilidade: não são moedas no sentido estrito da palavra, pois não são executados em seu próprio blockchain. No entanto, usam o blockchain da plataforma pai em que se baseiam, como Ethereum ou EOS (EOS). Os tokens utilitários são chamados assim porque podem ser usados ​​para acessar um produto ou serviço específico: Ex: A Storj (STORJ) permite pagar pelo uso de espaço de armazenamento descentralizado em sua rede.

Tokens de segurança: são criptoativos que derivam seu valor de outros ativos, físicos e digitais, que podem ser negociados. Esses tokens estão sujeitos a regulamentações de segurança como aquelas aplicadas pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC).

Stablecoins: são um tipo de criptoativo cujo preço está atrelado ao de uma moeda tradicional, como o USD ou o EUR. Ex: Tether (USDT) e DAI (DAI).

  • Houve um crescimento na quantidade de criptomoedas disponíveis no período

Para uma análise efetiva do comportamento referente à variação da quantidade de criptoativos, obtivemos dados a partir de abril de 2013 onde havia 7 criptoativos. Hoje a plataforma reporta possuir 19.430 projetos mapeados, onde aproximadamente 10 mil disponíveis para consulta. Esta diferença ocorre devido a política de requisitos mínimos para continuidade dos ativos nas bases de informações disponíveis ao público.

O gráfico abaixo apresenta o comportamento histórico destes ativos, onde percebe-se que, desde o início dos registros, temos um crescimento natural e contínuo no número total de ativos. Porém, também é possível identificar um comportamento cíclico no ritmo deste crescimento.

Gráfico 5: Comportamento histórico na quantidade dos criptoativos

Segmentado o histórico pré-pandemia, visualizamos uma primeira consolidação corrida entre 2013 e 2015. Neste período o número de projetos partiu de uma mínima de 26 no segundo trimestre de 2013 e alcançou uma máxima de 222 no trimestre de 2014, quando iniciou um período de desaceleração até o fim 2015, alcançando um média de 103 projetos por trimestre. Em seguida, o segundo ciclo inicia 2016 com uma mínima trimestral de 72 novos projetos e cresce até uma máxima de 485 projetos no terceiro trimestre de 2018, iniciando outra desaceleração que segue até o primeiro trimestre de 2020, consolidando uma média de 208 projetos por trimestre. Em ambos os ciclos, um percentil de 50% após um comportamento de máxima prosseguido de uma queda de 2x Desvio Padrão demonstra ser uma relevante proxy para identificação de início de um novo ciclo.

Gráfico 6: Comportamento cíclico da quantidade dos criptoativos

De forma semelhante aos dois ciclos anteriores, um recorte pós início da pandemia até o momento atual nos traz uma forte percepção de que o fenômeno cíclico ocorreu e, conforme a aceleração do número de novos projetos, foi potencializado.

A OMS caracterizou a COVID-19 como pandemia em 11 de março de 2020 e no trimestre seguinte contabilizamos 318 novos projetos, a mínima até o primeiro trimestre de 2022. Esta mínima é seguida de um ritmos de crescimento que oscila sustentando-se consideravelmente acima das médias e máximas anteriores, onde uma máxima de 2861 novos projetos foi alcançada no quarto trimestre de 2021. A média do período foi 1264 novos projetos por trimestre e o Desvio Padrão foi de 712. No trimestre seguinte à máxima tivemos uma desaceleração para 1330 novos projetos, 109 projetos abaixo de uma comparação com a proxy de 2 Desvios Padrão, que pode estar nos indicando o fim do ciclo atual, que seria mais curto e explosivo em comparação aos anteriores.

Dado o exposto acima, notamos que a média entre os dois primeiros ciclos apresentou um crescimento de 102%. Porém, entre o segundo e o terceiro ciclo observamos um crescimento de 508%. Deste modo, torna-se intrigante o fato de que, apesar de o crescimento no número de novos criptoativos ser uma tendência histórica, o crescimento absoluto e percentual apresentou um significativo crescimento que supera o ritmo observado anteriormente. Soma-se a isso o fato de que, dado o aumento do risco global originado pela pandemia, observando os demais segmentos da economia tradicional (exceto saúde), o comportamento de cautela foi responsável por represar e/ou adiar novas iniciativas. Assim, em um contexto global e observando a análise realizada, percebemos fortes indícios de que o segmento de criptoativos teve um comportamento distinto do observado na economia tradicional e acelerou seu crescimento, em um intervalo de tempo no qual a principal influência sobre os fluxos de capital do globo foram disciplinados pela pandemia de COVID-19.

Gráfico 7: Comportamento da quantidade dos criptoativos durante o período

Conclusão

Dessa forma, através das análises feitas, é possível validar que as três hipóteses são verdadeiras, uma vez que constatamos através dos resultados coletados que houve sim um crescimento nas buscas de termos relacionados aos criptoativos, o crescimento da capitalização dos criptoativos e o crescimento da quantidade de moedas disponíveis a partir de 2020.

Como recomendação de estratégia para as instituições que possuem produtos voltados ao mercado de criptoativos, é válido e recomendado explorar o uso das ferramentas de marketing para alcançar novos públicos e novas fontes de receita, uma vez que este mercado ainda está em franca expansão, pois há a oportunidade de alavancar os ganhos de receita advindos com o maior número de clientes ativos e as transações realizadas na plataforma no movimento pós pandemia de COVID-19.

Em conclusão, entendemos que esse relatório é um produto de dados que deve ser atualizado anualmente. O ideal é que possamos ter, de forma abundante e aberto, os dados do mercado de criptoativos para que seja possível reproduzir a pesquisa com uma base maior ativos, para obtermos um resultado mais conclusivo.

Próximos passos

A partir da hipótese de interesse no tema, como o google trends é uma ferramenta de fácil acesso e gratuito, podemos nos aprofundar ainda mais em como podemos extrair valor dos dados e utilizarmos para prospectar novos negócios, ou, monitorar os mercados que a empresa já está inserida. Segue alguns pontos de aprofundamento:

  • Verificar qual a correlação entre a cotação das principais 10 criptos x o interesse via google trends. Se houver uma correlação positiva, podemos utilizar o google trends como fontes de dados para realizar análises preditivas utilizando modelos de machine learning.
  • Outro caminho, podemos analisar outras plataformas para verificar o interesse em determinadas criptos. O Twitter por exemplo, é uma rede social com muitos usuários ativos, onde assuntos relevantes de tornam muito comentados em questão de minutos. Dois caminhos que passiveis de estudo são:
  • Efetuar uma análise para identificar se há uma correlação positiva entre a quantidade de tweets abordando o Bitcoin por exemplo x cotação do Bitcoin. Se houver correlação, podemos seguir para análise de sentimento nos tweets para verificar se quando o preço sobe, os tweets tem cunho positivo, ou, quando o preço cai os posts tem cunho negativo. Essas duas analises se comprovadas, podem ajudar uma cripto exchange por exemplo a criarem modelos para extrair dados em tempo real e auxiliar clientes traders com dicas sobre os melhores momentos para comprar ou vender determinados criptoativos.

Bibliografia

PREVIDI, Gustavo. DESCENTRALIZAÇÃO MONETÁRIA: UM ESTUDO SOBRE O BITCOIN. 2014. Trabalho de conclusão de curso (Graduação, Ciências Econômicas) — UFRGS, [S. l.], 2014. Disponível em: <https://lume.ufrgs.br/handle/10183/116267/>. Acesso em: 13 maio de 2022.

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UPDATED: Timeline of the Coronavirus. Think Global Health, 2022, disponível em: < https://www.thinkglobalhealth.org/article/updated-timeline-coronavirus >. Acesso em: 13 de maio de 2022.